A educação e a falta de educação ambiental nossa de cada dia

Desde o ano de 1500, ano de descobrimento do Brasil, já havia a denominada “Valoração Econômica do Meio Ambiente”, (VERA), quando colonizadores extraíram e levaram nossas riquezas e usaram nossos recursos naturais. A preocupação com a preservação do meio ambiente, no Brasil, efetivamente, teve início na década de 80 e foi introduzida pela Constituição Federal de 1988. Antecedendo a Carta Constitucional, algumas leis ambientais, faziam menção a temas específicos, sendo que, ao analisar toda legislação ambiental, podemos concluir que a Educação Ambiental está inserida em todas as leis que vieram depois da Constituição Federal de 1988.A educação ambiental tornou-se lei em 27/04/1999, através da Lei n° 9.795, afirmando em seu artigo 2º: “A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal”. Ainda de acordo com esta lei, em seu artigo 9°, a Educação Ambiental deve estar presente e ser desenvolvida no âmbito dos currículos das instituições de ensino público e privado, englobando: I) a Educação Básica – educação Infantil, ensino fundamental e ensino médio. II) Educação Superior. III) Educação Especial.

IV) Educação Profissional e V) Educação para Jovens e Adultos (EJA). Ressalte-se que, o Brasil é o único país da América Latina que possui uma Política Nacional para Educação Ambiental. Mas onde está a nossa educação, aquela que recebemos em casa? Nosso interesse e preocupação com o futuro, com o que deixaremos para nossos filhos, netos e bisnetos? Seriam as leis insuficientes? A maneira como temos utilizado os recursos naturais de forma inadequada vem causando muitas consequências, principalmente degradando cada vez mais o meio ambiente. O modo de descarte de nosso lixo, muitas vezes no meio da rua, contribui diretamente para a poluição, pois contaminam rios, solos e lençóis freáticos. Esse descarte inadequado provoca entupimento dos bueiros, o que atrapalha diretamente o escoamento da água da chuva causando inundações. Assim como acumula água, local preferido para o Aedes aegypti (mosquito transmissor de doenças graves como o dengue, a febre amarela, a febre zika e a chikungunya) se desenvolver. Uma simples tampinha de garrafa descartada de forma inadequada é suficiente para acumular água e até mesmo contribuir para o entupimento de alguma passagem de escoamento. Uma pequena ponta de cigarro jogada pela janela do carro pode causar incêndios devastadores, principalmente em épocas de clima seco. Aquela goma de mascar que é jogada em qualquer lugar, entre outras coisas, causa a morte de pássaros que não a identificam como ‘perigo’, comem e morrem sufocados. Estes são apenas uns poucos exemplos do que a falta de educação ambiental nossa de cada dia pode causar a natureza. Mundialmente, por ano, descartamos aproximadamente 400 milhões de toneladas de lixo, muitos ficam expostos ao ar livre por centenas de anos sem se decompor. É necessário nos reeducarmos, nos conscientizarmos e passar isso adiante. Reciclar, reduzir e reaproveitar. Frear esse consumismo excessivo que vem destruindo nosso planeta. As leis estão aí para serem cumpridas, mas a educação deve vir de casa. O comprometimento deve partir de todos nós para o bem de nossas vidas e das gerações futuras.

“A TERRA NÃO PRECISA DE NÓS. NÓS É QUE PRECISAMOS DA TERRA.” (LEONARDO BOFF) – Preserve o meio ambiente.

 

Enviado por: Redação

ROGÉRIO TRAVASSOS Advogado, especialista em Direito Privado e Direito Ambiental. Professor Universitário com dedicação exclusiva a Universidade Salgado de Oliveira. Sócio e Advogado da Empresa de Consultoria AMBIENTE E TAL, morador da cidade de Maricá.

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